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A primeira exposição




O parque de exposições em 1921


Na década de 20, impulsionados pelo crescimento da pecuária no interior do Estado, as principais autoridades estaduais e federais do setor projetaram um evento para marcar época e servir de vitrine para todo o país, já que se aproximava o centenário da Independência do Brasil, em 1922. A Vila de Cordeiro, que integrava o território de Cantagalo e era tida como o maior pólo comercial da região, foi escolhida para sediar a primeira Exposição de Gado e Produtos Derivados.
Para realizar o evento, o Governo do Estado foi autorizado por lei do deputado José Teixeira Portugal. Começou então a instalação do parque de exposições, idealizado e construído pelo engenheiro Waldemar Pina, um inspetor agrícola de vasta experiência. A área na qual ele ergueu o empreendimento foi cedida pela senhora Constança Teixeira de Moraes.



Presidente Epitácio Pessoa inaugurou a 1ª Expo


Com a intenção de valorizar os animais e seus criadores, Pina construiu seis pavilhões de 850 metros quadrados cada, além de uma pista de desfiles de mais de sete mil metros quadrados. Para abrigar a parte administrativa, foi construída uma casa. O parque ainda ganhou um coreto e um pavilhão aberto para servir de recepção aos convidados.

A comissão criada para promover a exposição foi presidida pelo médico Ozório Alves Tavares, tendo como representantes da classe rural os coronéis Zinho de Freitas e Sebastião Monnerat Lutterbach. O chefe da comissão julgadora foi o pecuarista carmense Júlio César Lutterbach. Ainda integraram a comissão os jornalistas Francisco Inocêncio Lessa e João Belliene Salgado, da Gazeta de Cordeiro.

Uma inauguração histórica

Com a presença dos presidentes da República e do Estado, foi inaugurada, no dia 04 de maio



Dr. Waldemar Pina, o grande idealizador do parque


 

de 1921, a Primeira Exposição Regional de Gado e Produtos Derivados. O presidente da República, Epitácio Pessoa, e o presidente do Estado, Raul Veiga, desembarcaram do trem presidencial, acompanhados de membros dos governos, e foram recebidos, num clima festivo, por autoridades locais e centenas de populares.
Depois dos discursos no pavilhão central, onde Epitácio Pessoa deu por inaugurada a exposição, as autoridades assinaram a ata inaugural e iniciaram a visita aos pavilhões de animais. Ao se retirarem do parque, as comitivas foram aclamadas pelo enorme público presente. O calor humano foi tanto e o evento ganhou tamanha notoriedade, que Raul Veiga retornou, em 13 de maio, para o encerramento, tendo sido mais uma vez calorosamente acolhido.

As estrelas da primeira versão


Presidente do Estado da época era Raul Veiga


Mais de 60 expositores participaram da feira que daria a Cordeiro o título de Cidade Exposição. A predominância foi de bovinos: 370, a maioria das raças zebuínas Guzerá e Nelore e de propriedade de João de Abreu Júnior e Júlio César Lutterbach. Também participaram, em número menor, Caracus, Mestiços e Holandeses, além de animais comprados pelo Governo do Estado, no exterior, para serem expostos em Cordeiro, das raças Holstein Frisian, Swiz, Normando, Polled Angus, Red Polled, Hereford e Durham.
Entre os cavalos, destaque para as raças estrangeiras, como a Anglo-Árabe, a Inglesa para corridas e a Clyndesdale. Os demais eram mestiços.
Com relação ao nome Posto de Monta, ele não surgiu na ocasião da primeira exposição, mas em 1925, quando o Governo do Estado adquiriu vários reprodutores para colocar à disposição dos fazendeiros, o que incentivou muito a pecuária regional.








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